Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Aracaju
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe AracajuInforme Aracaju
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Aracaju

Professores de Aracaju se manifestam contra redução de carga horária de História e Geografia

10 de fevereiro de 2026
Compartilhar

Proposta da gestão municipal prevê a inclusão de Educação Digital e Sustentabilidade Planetária como novos componentes curriculares, com redução de aulas de áreas já consolidadas
O Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju trava uma batalha, junto à categoria, contra a proposta da Secretaria Municipal da Educação que reduz a carga horária de História, Geografia e Educação Física, Artes, Inglês, Ciências, Português e Matemática na rede municipal.
A proposta da gestão municipal prevê a inclusão de Educação Digital e Sustentabilidade Planetária como novos componentes curriculares, com redução de aulas de áreas já consolidadas. Para o Sindipema, a medida empobrece o currículo, fragiliza a formação dos estudantes e foi apresentada sem diálogo com a comunidade escolar.
Nos Ofícios nº 113/2025 e nº 114/2025, o sindicato solicitou explicações ao Conselho Municipal de Educação sobre a tramitação da proposta, cobrando transparência, estudo de impacto pedagógico e respeito aos princípios da gestão democrática. O Sindipema sustenta que alterações na matriz curricular exigem fundamentação técnica, análise dos reflexos no quadro docente e debate público com profissionais da educação.
Do ponto de vista legal, o Sindipema argumenta que a própria legislação educacional não obriga a criação de novas disciplinas para tratar de temas contemporâneos. A BNCC, o Parecer CNE/CEB nº 2/2022, a Resolução CNE/CEB nº 2/2025, a Lei nº 9.795/1999 e a Lei nº 14.926/2024 orientam que conteúdos como Educação Ambiental e Educação Digital podem ser incorporados por meio de integração e transversalidade. O mesmo deve acontecer com Cultura Africana, Afro-brasileira e Indígena que seguem totalmente ignoradas.
Outras instituições tornaram público o posicionamento contrário à proposta. A Associação dos Geógrafos Brasileiros (seção de Aracaju), divulgou nota de repúdio afirmando que a justificativa da Prefeitura representa equívoco pedagógico e afronta a Base Nacional Comum Curricular e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A entidade defende que Educação Ambiental e Educação Digital devem ser trabalhadas de forma transversal, integradas às disciplinas existentes, e não por meio da fragmentação do currículo.
Segundo a AGB, a Geografia é componente estruturante das Ciências Humanas, responsável por abordar relações entre sociedade e natureza, impactos ambientais, território e desigualdades socioespaciais. A redução da carga horária, na avaliação da entidade, esvazia conteúdo científico essencial e compromete a função social da escola pública.
O Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe também publicou nota de repúdio. A instituição destacou que a Educação Física é parte indissociável da formação integral de crianças e adolescentes. Pesquisas nacionais e estudos realizados em escolas municipais de Aracaju apontam que a ampliação das oportunidades de movimento melhora indicadores de saúde, favorece o desenvolvimento cognitivo e repercute no desempenho acadêmico.
O departamento lembra ainda que o Guia de Atividade Física para a População Brasileira recomenda três aulas semanais de Educação Física nas escolas, como estratégia para garantir níveis adequados de atividade física e desenvolvimento saudável. A redução, portanto, representaria retrocesso em cenário marcado pelo aumento de doenças crônicas e pela necessidade de fortalecimento da socialização no ambiente escolar.
Os professores também alertam que a redução de História impacta o cumprimento das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. Para a categoria, enfraquecer essa área compromete políticas de promoção da igualdade racial e enfrentamento ao racismo nas escolas.
A diretoria da Associação Nacional de História em Sergipe (ANPUH/SE) também criticou o projeto da SEMED, de alterar a Matriz Curricular do Ensino Fundamental, diminuindo a carga horária da disciplina História. Para a entidade, “diminuir as aulas dessa disciplina representa um retrocesso, desfavorecendo uma educação integral e plena, essencial para formar indivíduos críticos e preparados para os desafios de uma sociedade complexa e interconectada. Para a ANPUH/SE, a história não é apenas um conteúdo curricular, mas um pilar fundamental à formação da consciência social e política dos estudantes, incentivando-os a serem cidadãos informados e engajados com a realidade ao seu redor”.
Outra entidade que manifestou posicionamento contrário sobre a decisão da Prefeitura de Aracaju quanto à redução de aulas de Educação Física no Ensino Fundamental foi o Observatório Global de Educação Física (GoPE!). Em carta aberta dirigida à prefeita de Aracaju, entre outros argumentos, o Observatório destaca que “a Organização Mundial da Saúde e Unesco reconhecem a Educação Física, o desporto e a atividade física escolar como direitos fundamentais e componentes essenciais para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.
O GoPE aponta, ainda, que “evidências científicas internacionais demonstram que a Educação Física contribui de forma única para o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional, promovendo estilos de vida ativos e saúde ao longo da vida”; e enfatiza que “a redução de tempo curricular da Educação Física, num contexto global de crise de inatividade física, contraria as evidências científicas e as recomendações internacionais”.
Diante do cenário, o Sindipema, desde quando tomou conhecimento da proposta, nas tentativas de alteração da legislação local para viabilizar a alteração da Matriz Curricular tem posicionamento contrário, defende o diálogo com a categoria e a construção coletiva de resoluções. Entende como fundamental a revisão imediata da proposta, a recomposição da carga horária das disciplinas e a abertura de diálogo efetivo entre gestão municipal, profissionais da educação e comunidade escolar. Destaca ainda que professores e professoras de Geografia e História da rede estão finalizando um documento para apresentar à sociedade o posicionamento público desses profissionais.
Texto e foto ascom Sindipema

Assuntos Prefeitura de Manaus
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Aracaju

PF investiga desvio de R$ 1 milhão em reforma de escola em Sergipe

14 de abril de 2026
Aracaju

Bombeiros combatem incêndio em estabelecimento comercial localizado no bairro Atalaia, em Aracaju

14 de abril de 2026
Aracaju

Projeto ‘Elas com Alex Melo’ reúne centenas de mulheres na Zona Norte de Aracaju

14 de abril de 2026
Aracaju

FLUXO DE PASSAGEIROS NO AEROPORTO DE ARACAJU CRESCE 11,9% EM MARÇO E REFORÇA AVANÇO DO TURISMO EM SERGIPE

14 de abril de 2026
Aracaju

Abastecimento de água deve ser normalizado até terça na Grande Aracaju

14 de abril de 2026
Aracaju

Aracaju deve ter um dia com chuva em áreas específicas nesta terça-feira (14)

13 de abril de 2026