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Valmir de Francisquinho, bolsonarista e pré‑candidato ao governo de Sergipe pelo Republicanos, fez declarações misóginas.
Em entrevista à rádio de Itabaiana, afirmou que “mulher em política, esqueça”.
A fala contrasta com o fato de que 53 % dos eleitores e 52 % da população de Sergipe são mulheres.
Valmir tem histórico judicial: preso em 2018, condenado em 2024 por desvio de taxas do matadouro e teve candidatura impugnada em 2022 por abuso de poder.
Em um estado no qual o colégio eleitoral é predominantemente feminino, um dos pré-candidatos ao governo de Sergipe esbanjou misoginia, durante entrevista. Valmir de Francisquinho, do Republicanos, mesmo partido de Tarcísio de Freitas, declarou que mulheres não devem exercer cargos políticos.
“Mulher minha nenhuma se mete em política. Mulher em política, esqueça”, afirmou, em entrevista a uma emissora de rádio de Itabaiana, onde foi prefeito, município localizado próximo a Aracaju.
Após a frase, carregada de violência política de gênero, o bolsonarista se tornou alvo de inúmeras críticas nas redes sociais.
A frase, por si só, é machista e misógina. Além disso, Valmir não se conteve mesmo diante do fato de que 53% do total de eleitores no estado são mulheres. Outro dado estatístico desprezado pelo bolsonarista é que a população feminina representa 52% dos 2,2 milhões de habitantes de Sergipe, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O episódio é apenas mais um diante de inúmeras polêmicas e processos na Justiça envolvendo Valmir de Francisquinho.
Em 2018, foi preso e, em 2024, condenado por desvio de taxas do matadouro municipal. Também teve sua candidatura ao Executivo estadual, em 2022, impugnada depois de condenação por abuso de poder político e econômico, em 2019.
Alinhado ao bolsonarismo, ele tenta novamente concorrer ao governo do estado, agora com o apoio da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos).
Além do problema de improbidade administrativa no caso do matadouro público de Itabaiana, o ex-prefeito responde à ação na qual foi denunciado por suposto desvio de parte da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Justificativa ficou ainda pior
Valmir de Francisquinho resolveu tentar justificar a fala misógina e acabou piorando a situação. Em nota encaminhada ao Metrópoles, ele alegou que não teve “qualquer intenção de desrespeitar as mulheres ou diminuir o papel feminino na política”.
Afirmou que, na entrevista, se referiu apenas à esposa dele. “Quem me conhece sabe da relação de respeito que sempre tive com as mulheres da minha família, da minha vida pessoal e também da vida pública. Quando falei sobre minha esposa, me referia exclusivamente a uma escolha pessoal dela”, disse.
“Jamais seria contra mulheres na política. Pelo contrário. Defendo que as mulheres ocupem cada vez mais espaços de liderança, participação e decisão. Hoje, vemos mulheres exercendo papéis fundamentais em todos os setores da sociedade, e isso precisa ser valorizado e fortalecido”, completou, sem convencer.
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