Assista à coletiva de Flávio Araújo após Sergipe 2×1 Lagarto svg {
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]]> O duelo regional entre Sergipe e Lagarto no último sábado, pela quarta rodada do grupo A9 da Série D do Campeonato Brasileiro, era carregado de expectativa. Afinal, as duas equipes chegavam à Arena Batistão em momentos parecidos. Ambos tinham quatro pontos na tabela, vinham de derrota, e precisavam da recuperação enquanto ainda tentam consolidar os trabalhos de seus novos treinadores. E o jogo, que terminou com vitória do Sergipe por 3 a 1, expôs questões importantes em ambos os lados. 1 de 4
Mauro Jr e Felipe Valdívia comemoram gol do Sergipe contra o Lagarto — Foto: Lucas Almeida/CSS Mauro Jr e Felipe Valdívia comemoram gol do Sergipe contra o Lagarto — Foto: Lucas Almeida/CSS Um gol cedo pauta qualquer partida, e aconteceu no Batistão. Logo aos sete minutos, após cobrança de escanteio, a zaga do Sergipe parou, Filipe Santos não saiu, e Alessandro aproveitou o bate rebate para fazer 1 a 0. Gol que deixou o jogo, na teoria, em uma conjuntura favorável ao Verdão. Isso não apenas pelo placar cedo, mas pela característica. Com o retorno de Rhuann Patrick ao time titular, a equipe de Steve Almeida voltava a ter uma referência, com Bruninho e Erik com liberdade pelas pontas. A partir do momento em que o Sergipe se lançou ao ataque, espaços apareceram. Foi com estes espaços que o Lagarto chegou perigosamente duas vezes: Léo Cotia parou em defesa de Filipe Santos, e Bruninho chutou para fora. Mas faltou a objetividade necessária para aumentar o placar naquele momento. Aos poucos, o Sergipe foi se encontrando. E a partir do momento que encaixou seu jogo ofensivo, passou a dominar as ações da partida. 2 de 4
Zagueiro Alessandro marcou para o Lagarto diante do Sergipe — Foto: José Camilo/Lagarto FC Zagueiro Alessandro marcou para o Lagarto diante do Sergipe — Foto: José Camilo/Lagarto FC Para este jogo, Flávio Araújo não mexeu na espinha dorsal tática, mas fez três mudanças no time titular: João Lucas na lateral esquerda, Mauro Jr no meio, e Venícius Cascais no comando do ataque. João Lucas, inclusive, foi um ponto positivo da equipe colorada. O Lagarto tinha muita dificuldade na marcação em seu lado direito, e o Sergipe explorou isso bastante com as dobras de João e Andrey, que criaram muito perigo. Foram várias boas chances vindas dali. Matheus Brandão, goleiro que estreou no sábado pelo Lagarto, fez belas intervenções. O Sergipe ainda mandou duas bolas na trave. E aos 28 minutos, veio o gol de empate com Felipe Valdívia. Curiosamente, o lance foi pela direita: ele ganhou no corpo de Alessandro, invadiu a área e mandou para as redes. Assista à entrevista de Steve Almeida após Sergipe 2×1 Lagarto svg {
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]]> Eis que veio a segunda etapa. E o próprio Flávio Araújo, aos 18 minutos, acabou se tornando um personagem crucial da virada. Em uma mudança de certa forma inesperada, ele trocou todo o trio de ataque de uma vez: saíram Lucas Mineiro, Andrey e Cascais, e entraram João Varolo, Marlon e Betinho. Com a defesa do Lagarto bem desgastada, a ideia era imprimir velocidade e atacar espaços. Deu certo. Após 15 minutos, o lançamento preciso de Varolo encontrou Marlon, que cruzou rasteiro, e Betinho completou para o gol. Uma virada com “o dedo do treinador”, que interviu de maneira pontual e eficiente. 3 de 4
Betinho entrou no segundo tempo e marcou para o Sergipe contra o Lagarto — Foto: Lucas Almeida/CSS Betinho entrou no segundo tempo e marcou para o Sergipe contra o Lagarto — Foto: Lucas Almeida/CSS É bem verdade que, na segunda etapa, o Sergipe não criou tanto volume de chances claras como na primeira. Mas o Gipão tinha a bola durante quase todo o tempo no ataque, esteve próximo da área lagartense, e o gol foi um reflexo do que era a partida. No fim, o Lagarto tentou se lançar ao ataque. Mas sem forças, praticamente não criou oportunidades. E ainda deu tempo de, no último lance, Felipe Valdívia roubar a bola, sair livre na área e deslocar o goleiro para dar números finais ao jogo. Valdívia (além do Sergipe, obviamente) talvez tenha sido o grande vencedor do sábado. Ao assumir a camisa 10, assumiu também o peso de fazer a torcida superar a saudade de Juliano Fabro, que foi embora após o título estadual. Seus dois primeiros gols com a camisa colorada dão moral para seguir em frente como peça fundamental. O Sergipe saiu da Arena Batistão feliz com a vitória, a vice-liderança do grupo A9 e a força mostrada pelas peças que entraram durante o jogo. Em uma competição nacional tão dura, isso é fundamental. Como pontos a se observar, mais uma vez o Gipão cedeu gols com vacilos defensivos pontuais. Foi assim contra o Serra Branca, contra o Decisão, contra o Treze, e agora contra o Lagarto. Ajustar a tomada de decisão defensiva em lances capitais é algo que Flávio Araújo precisa fazer. 4 de 4
Sergipe x Lagarto — Foto: Lukas Almeida Sergipe x Lagarto — Foto: Lukas Almeida Já pelo lado do Lagarto, a segunda derrota seguida expôs que o time é uma montanha-russa de emoções, especialmente na retaguarda. A defesa chegou a 11 gols sofridos em quatro jogos, uma das piores da Série D até aqui. Foram quatro gols sofridos contra o Treze, três contra o Sergipe, dois do Retrô e um do Decisão. O ataque até vem correspondendo bem, mas enquanto não for encontrado um equilíbrio defensivo, é difícil imaginar esse time tendo sucesso em mata-matas agudos. Em um piscar de olhos, Sergipe e Lagarto já atingiram 40% da primeira fase da Série D. Agora, é hora de aprimorar de vez os erros e acertos antes da fase crucial da competição.