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Brasil encerra participação histórica nos Jogos Paralímpicos de Inverno 2026 com medalha inédita

16 de março de 2026
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O Brasil encerrou neste domingo (15) a participação nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão‑Cortina 2026, realizados na Itália, com resultados históricos para o esporte paralímpico nacional. A delegação brasileira conquistou a primeira medalha do país na história da competição e registrou uma sequência inédita de colocações entre os dez melhores do mundo em diferentes provas.
Na última disputa do esqui cross-country, realizada no Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, os brasileiros voltaram à pista para a prova de 20 km. Na classe sitting (atletas que competem sentados), a paranaense Aline Rocha terminou na quinta colocação, com o tempo de 1h01min30s2. No masculino, o rondoniense radicado em Jundiaí (SP) Cristian Ribera também ficou em quinto lugar, com 53min40s8.
Na mesma prova masculina, Guilherme Rocha terminou em 19º lugar, enquanto Robelson Lula ficou na 22ª posição. No feminino, Elena Sena encerrou a prova em 14º lugar. Já na classe standing, o paulista Wellington da Silva concluiu a disputa na 25ª colocação.
“Hoje fiquei muito feliz com minha prova. Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta. Nessas provas longas, a gente vê que a competição é muito forte”, afirmou Cristian Ribera após a disputa.
Medalha inédita e evolução da delegação
A participação brasileira na Itália foi marcada por feitos inéditos. O principal destaque foi a medalha de prata conquistada por Cristian Ribera no sprint do esqui cross-country, a primeira da história do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno.
Dono do Globo de Cristal da temporada 2025 do circuito mundial da modalidade, Ribera confirmou o bom momento e consolidou o país entre as principais equipes emergentes do esqui cross-country paralímpico.
Além do pódio histórico, o Brasil também alcançou o melhor resultado na história do revezamento misto do cross-country, com o sétimo lugar da equipe formada por Cristian Ribera, Wellington da Silva e Aline Rocha.
Aline Rocha também teve desempenho de destaque ao longo dos Jogos. Especialista no cross-country, a atleta de Pinhão (PR) chegou à final do sprint e terminou na quinta posição, que é o melhor resultado feminino do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno.
O Brasil também esteve representado nas provas de biatlo e snowboard. No snowboard, sediado em Cortina d’Ampezzo, os gaúchos André Barbieri e Vitória Machado defenderam o país. Barbieri foi o porta-bandeira brasileiro na cerimônia de encerramento dos Jogos.
Com os resultados alcançados em Milão-Cortina, o Brasil consolida um novo momento para os esportes paralímpicos de inverno, com evolução técnica e presença cada vez mais competitiva nas principais provas do programa. A próxima edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno será realizada em 2030, nos Alpes Franceses.

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