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Com R$ 418,7 milhões, Programa de Transferência de Renda Rural fortalece comunidades do Rio Doce

12 de junho de 2026
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O PTR Rural foi uma conquista das atingidas e atingidos, garantido pelo Governo do Brasil com a assinatura do Novo Acordo do Rio Doce, lembra a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli. “O presidente Lula garantiu que os agricultores familiares, que há dez anos esperavam a reparação integral, fossem atendidos individualmente, e isso mudou a realidade da Bacia do Rio Doce. Durante este ano, o PTR preparou as comunidades rurais para a chegada dos programas de retomada econômica que entram agora”, destaca a ministra.
Com o rompimento da barragem, milhares de agricultores familiares perderam tudo e ficaram anos impedidos de produzir. Mas, desde a primeira parcela, paga em julho de 2025, “as famílias estão reorganizando suas vidas depois de 10 anos praticamente abandonadas”, completou Loroana Santana, presidenta da Anater, que executa as ações do MDA no Rio Doce. O PTR acumula histórias bonitas neste primeiro ano. É bom para as pessoas, é bom para a economia das cidades e a Anater está feliz por fazer parte dessa reconstrução”.
Histórias de transformação
Mais do que um programa de reparação, o PTR Rural se tornou um instrumento de transformação nas comunidades rurais da Bacia do Rio Doce, avalia a Gerente Extraordinária de Reparação do Rio Doce, Adriana Aranha. “O PTR Rural devolveu a esperança e resgatou sonhos que estavam suspensos há dez anos.” Neste primeiro ano, o programa acumula histórias de reparação e retomada. “Famílias voltaram a produzir e investir nas próprias casas. Mulheres garantiram a autonomia financeira, voltaram a estudar e tiraram carteira de motorista. E muitos jovens estão concentrados nos estudos. As pessoas voltaram a planejar a vida, voltaram a sonhar”, completou Adriana.
A fundadora da feira do município de Alpercata (MG), Joelma Fernandes, ilheira e agricultora, é um exemplo do que Adriana coloca. Ela conta que o PTR Rural não é apenas uma recomposição de renda, ele garantiu o fortalecimento das comunidades e a permanência das famílias no campo. “O PTR permite que a gente continue a manter nossas atividades agrícolas, apesar das dificuldades que esse crime trouxe para as nossas terras. Ele é fundamental, é um fomento para nos manter no campo. O PTR tem um papel essencial para todos os agricultores da calha e da Bacia do Rio Doce”, explica.

Sra. Joelma Fernandes, agricultora familiar
Na época do rompimento da barragem, seu Edésio do Carmo Martins produzia 130 litros de leite por dia e precisou abandonar a produção a partir dali. Nos dez anos seguintes, lutou junto com as famílias atingidas para garantir a reparação integral das comunidades. O PTR veio em boa hora, diz seu Edésio. “Com o primeiro PTR que recebi, comprei uma novilha. Dali uma semana, ela pariu. Quer dizer, eu já estava com duas. Com o segundo PTR comprei outra, dali mais 15 dias ela pariu também”. Seu Edésio aponta que ele e a esposa, Lida Aparecida Martins, recebem o PTR desde o início, e agora utilizam o recurso para pagar o tratamento dos animais e o pasto que arrendam para a criação. “Com certeza, vou comprar animais de novo com o PTR.”

Sr. Edésio do Carmo Martins, agricultor familiar
O Programa de Transferência de Renda Rural é executado pela Gerência Extraordinária de Reparação do Rio Doce da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Acesse AQUI o Boletim do mês de junho do Programa de Transferência de Renda Rural
Critérios e abrangência
Na repactuação, o governo garantiu o pagamento individual a agricultores familiares (Lei 11.326/2006), inclusive de comunidades localizadas até 5 km do centro dos rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce em Minas Gerais. No Espírito Santo, agricultoras e agricultores devem estar em áreas localizadas a partir do Distrito de Farias, em Linhares, até a foz do Rio Doce, dentro da mancha de inundação. Cada pessoa incluída no programa recebe um salário mínimo e meio por mês.
Saiba mais AQUI.
Texto e fotos: Manoela Frade, Núcleo de Comunicação Social GEREX/Anater/MDA
Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA

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