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Sergipe

Economia e poder em Sergipe: como os setores estratégicos de Sergipe pesam na disputa política?

13 de março de 2026
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Indústria do leite é um dos pontos forte da economia do Sergipe Foto: Governo do Estado do Sergipe/Divulgação/ND MaisA economia de Sergipe exerce influência direta sobre o cenário político estadual e nacional. A combinação entre agronegócio no interior, indústria com cadeias produtivas regionais e serviços concentrados na capital e no litoral moldam não apenas o PIB (Produto Interno Bruto), mas também a atuação de parlamentares, gestores públicos e potenciais candidatos nas eleições para o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional.Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que esses setores não apenas sustentam o crescimento econômico do estado, como também orientam decisões políticas, votações no Legislativo e discursos eleitorais.Conteúdos em altaPIB e estrutura produtiva pautam as eleições em SergipeSegundo os dados mais recentes do IBGE, o PIB de Sergipe alcançou cerca de R$ 60,8 bilhões, com crescimento real próximo de 3%. O PIB per capita, em torno de R$ 27,5 mil, coloca o estado entre os de melhor desempenho médio no Nordeste. Receba no WhatsApp as principais notícias de política e economia Entre no grupoA economia sergipana é fortemente concentrada no setor de serviços, responsável por aproximadamente 72,6% do PIB, seguido pela indústria (20,9%) e pela agropecuária (6,5%). Mesmo com menor participação percentual, a agropecuária exerce influência política significativa em regiões do interior, onde a atividade rural estrutura economias locais e bases eleitorais.Agronegócio, milho e representação política nas eleições em SergipeNo campo, o milho é o principal produto agrícola de Sergipe. Dados do IBGE indicam que o grão responde por 52% da produção agrícola estadual, consolidando o estado como um dos principais produtores do Nordeste. Os municípios de Itabaiana, Frei Paulo, Carira e Moita Bonita lideram a produção. Setor produtivo do milho pode ser tema para as eleições em Sergipe em 2026Foto: Governo do Estado do Sergipe/Divulgação/ND MaisA previsão de safra é de 949,1 mil toneladas, mantendo Sergipe em posição estratégica no abastecimento regional. Esse desempenho ajuda a explicar a presença recorrente do agronegócio no discurso político e na agenda de parlamentares com base eleitoral no interior.Esse alinhamento ficou evidente durante a “Assembleia Legislativa itinerante” realizada na região do Baixo São Francisco, quando o deputado estadual Marcelo Sobral discursou em defesa da produção rural e da importância do agronegócio para a economia sergipana. Vale destacar também que o governador Fábio Mitidieri, conta base política forte em alguns municípios como Boquim (citricultura). A família Valadares, historicamente, também é ligada à pecuária e agricultura no centro-sul sergipano.Congresso Nacional e a votação do pré-salA relação entre economia e poder ganhou novo destaque com a votação, na Câmara dos Deputados, do projeto que autoriza a retirada de recursos do pré-sal originalmente destinados à educação e à saúde para repasse ao agronegócio.Dos oito deputados federais de Sergipe, seis votaram a favor da proposta: Rodrigo Valadares (União), Ícaro de Valmir (PL), Nitinho (PSD), Yandra Moura (União), Delegada Katarina (PSD) e Gustinho Ribeiro (Republicanos).O deputado Thiago de Joaldo (PP) esteve ausente, enquanto João Daniel (PT) foi o único a votar contra. Bancada de deputados federais de SergipeFoto: Câmara dos Deputados/Reprodução/ND MaisIndústria do leite: produção, empresas e apoio políticoAlém do milho, Sergipe se destaca pela cadeia produtiva do leite, que ganhou relevância econômica e política nos últimos anos. Dados da PPM/IBGE (Pesquisa da Pecuária Municipal) indicam que municípios como Poço Redondo, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória figuram entre os maiores produtores do país. A produção estadual supera 670 milhões de litros por ano, com crescimento acima da média nordestina. Eleições em Sergipe serão pautadas pelos projetos e investimentos no agronegócio e na agricultura familiarFoto: Governo do Estado do Sergipe/Divulgação/ND MaisA industrialização do leite é liderada por empresas como a Natville, sediada em Nossa Senhora da Glória, uma das principais marcas de laticínios do Nordeste, responsável por processar derivados como leite, queijos e manteigas, empregando milhares de trabalhadores direta e indiretamente.O setor conta com apoio político institucional do Governo do Estado, por meio de programas como o PAA Leite e o Mão Amiga – Bacia Leiteira, coordenados pela Secretaria de Estado da Agricultura.Além disso, indústrias de laticínios instaladas no estado receberam incentivos fiscais e apoio logístico, por meio de programas de desenvolvimento industrial, evidenciando uma relação direta entre poder público e cadeia produtiva do leite. Esse apoio institucional é frequentemente citado por gestores estaduais como estratégico para o desenvolvimento do semiárido e do interior.Serviços e comércio: motor econômico e base eleitoralApesar da força do campo, é o setor de serviços que sustenta a maior parte da economia sergipana. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE mostram que, no acumulado recente, o volume de serviços em Sergipe cresceu cerca de 7%, um dos maiores percentuais do país. A receita nominal do setor teve alta superior a 12%, refletindo maior circulação de renda. Setor de serviços tem importante papel nas eleições em SergipeFoto: Freepik/Divulgação/ND MaisEsse desempenho impacta diretamente o comércio varejista, que também apresentou crescimento, impulsionado pelo consumo das famílias e pela recuperação do mercado de trabalho. Pesquisas do IBGE indicam avanço contínuo nas vendas do varejo, especialmente nos segmentos de alimentação, vestuário e serviços ligados ao turismo.Nomes como o de Albano Franco — que comandou a CNI (Confederação Nacional da Indústria) antes de assumir o governo estadual — ilustram uma tradição de ‘políticos-empresários’. No  setor de serviços e varejo, a família Amorim também faz parte integrante, por meio de Eduardo Amorim, médico e ex-senador, assim como Edvan Amorim, empresário influente com negócios que vão de transportes a comunicação, atuando nos bastidores como um articulador de peso entre o empresariado e as prefeituras do interior.A Família Oliveira, de Itabaiana, apresenta raízes no comércio e transporte de cargas (maior frota do país proporcionalmente), sendo representado por nomes como Valmir de Francisquinho.Turismo e capital político para as eleições em SergipeDentro do setor de serviços, o turismo ocupa papel estratégico. O ex-vereador de Aracaju Fabiano Oliveira, que já disputou a prefeitura da capital como vice, assumiu novamente a presidência da Emsetur (Empresa Sergipana de Turismo).Ligado historicamente ao entretenimento e à promoção cultural, Fabiano destacou, ao tomar posse, a parceria com o governador Fábio Mitidieri para fortalecer a identidade turística e ampliar o fluxo de visitantes no estado.Empresariado e projeção para as eleições em SergipeNo campo do empresariado, o senador Laércio Oliveira (PP) atua como uma das principais referências políticas ligadas ao setor produtivo, com pautas voltadas à indústria, energia e ambiente de negócios. Senador Laércio Oliveira (PP) é um importante nome político do estado para as eleições em SergipeFoto: ND MaisAliado político de Laércio, o vereador de Aracaju Levi Oliveira, ligado ao empresariado sergipano, é citado como potencial candidato a deputado federal, reforçando a presença de quadros empresariais na disputa eleitoral.Hub do gásSergipe vive hoje a expectativa de se tornar o “Hub de Gás” do Brasil. Com o projeto Sergipe Águas Profundas (Petrobras), a previsão é de uma produção de 18 milhões de m³ de gás natural por dia. O governador é o principal entusiasta do projeto e tem feito cobranças públicas e intensas à Petrobras para que o cronograma do SEAP não seja adiado. Senador Rogério Carvalho (PT-SE) faz a ponte dos interesse do estado com o governo federal no projeto Hub do GásFoto: PT/Reprodução/ND MaisEle defende que Sergipe não pode ser apenas o “Uber do Gás” (apenas passar o gás pelo gasoduto e receber royalties), mas deve usar o insumo para atrair indústrias e gerar empregos locais. O senador do PP, Laércio Oliveira, é reconhecido nacionalmente como o “Pai da Lei do Gás” por ter sido o relator do novo marco regulatório quando era deputado federal. Ele tem um discurso que defende a quebra do monopólio da Petrobras para baratear o preço do gás.O senador Rogério Carvalho (PT) também atua como a principal ponte entre os interesses de Sergipe e o Governo Federal (Lula) e a diretoria da Petrobras.Por exemplo, ele se reuniu com a presidência da estatal (como Magda Chambriard) para garantir que os navios-plataforma (FPSOs) sejam contratados.Recentemente, criticou propostas que poderiam diminuir a participação da Petrobras no escoamento do gás.Conteúdos em alta

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