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Torneira sem água — Foto: Jornal Nacional/Reprodução Torneira sem água — Foto: Jornal Nacional/Reprodução O Ministério Público do Estado de Sergipe (MPE) protocolou uma série de Ações Civis Públicas contra a Iguá Sergipe. O órgão alega que as medidas judiciais foram motivadas por constantes reclamações de moradores de diversos bairros de Aracaju sobre a interrupção no fornecimento de água e irregularidades nas cobranças tarifárias. De acordo com o ministério, a deficiência no serviço essencial compromete a dignidade e a saúde dos consumidores. As ações abrangem localidades dos bairros Santo Antônio, José Conrado de Araújo, Industrial, 18 do Forte, Cidade Nova, Japãozinho e Luzia. Em todos os casos, o MPE aponta que o desabastecimento é rotineiro, com relatos de consumidores que recebem água apenas em períodos residuais, muitas vezes durante a madrugada e com pressão insuficiente para abastecer a caixa d’água da residência. Vídeos em alta no g1 svg {
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]]> O MPE destacou que a Iguá Sergipe descumpre o princípio da continuidade do serviço público, previsto no Código de Defesa do Consumidor e na Lei de Concessões. O MPSE argumenta que “não é justificável que os usuários arquem com prejuízos decorrentes de falta de investimento na rede ou falhas operacionais, independentemente de problemas herdados de gestões anteriores”. O órgão argumenta que a cobrança integral por um serviço não prestado de forma adequada caracteriza prática abusiva. As ações também pedem que a Iguá Sergipe apresente relatórios técnicos detalhando as causas do desabastecimento e as medidas adotadas para a correção definitiva do problema. Além disso, o Ministério Público Estadual pede pela condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos sociais, em razão do impacto coletivo negativo gerado pela má prestação do serviço. Segundo o MPE, o objetivo das ações é assegurar que a população de Aracaju tenha acesso regular e eficiente à água tratada, sem ser penalizada por cobranças indevidas durante períodos de irregularidade no fornecimento. O pedido foi ajuizado e segue aguardando decisão do Poder Judiciário. O g1 SE entrou em contato com a concessionária, mas não houve uma resposta até a publicação da matéria.