Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Aracaju
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe AracajuInforme Aracaju
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Na COP 15, Governo discute monitoramento de animais silvestres como barreira contra novas pandemias

23 de março de 2026
Compartilhar

A compreensão de que a saúde humana está indissociável da dos animais e das plantas foi destaque no primeiro evento paralelo organizado pelo Governo do Brasil na 15ª Conferência das Partes (COP 15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). O painel focou na implementação prática do conceito de Saúde Única (One Health , em inglês), estratégia central para antecipar crises sanitárias globais.
A abordagem parte da ideia de que o olhar integrado para animais, plantas e seres humanos permite soluções mais efetivas para desafios como epidemias e pandemias, a exemplo da Covid-19. Segundo a coordenadora substituta de Conservação da Fauna e da Biodiversidade (Cobio) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marília Marinho Banhos Dias, a vigilância constante é urgente. “Cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes em humanos têm origem animal. Aí está a importância da One Health : uma força conjunta para que tudo se comunique”, explicou.
Em diversas situações, o ser humano não é o primeiro a demonstrar sintomas, o que faz do monitoramento de animais uma alternativa para detectar desequilíbrios antes que se tornem doenças em escala humana.
“Um exemplo clássico é a gripe aviária, que depende de interações entre países, trocando informações e alertas que nos coloquem em situação de atenção com antecedência, para que as ações reais possam ser tomadas”, afirmou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita.
Animais sentinelas e alertas precoces
Nesse contexto de prevenção, o debate destacou o papel dos chamados “animais sentinelas”, que atuam como indicadores da saúde de ecossistemas. As onças-pintadas são um exemplo claro. Por ocuparem o topo da cadeia alimentar no Pantanal e em outros biomas, funcionam como uma espécie de alarme.
O coordenador do Instituto Impacto, Paul Raad, ressaltou que a presença de parasitas ou o desaparecimento dessas populações sinaliza que o ambiente está em desequilíbrio, o que pode indicar futuros problemas de saúde para animais e pessoas. O Instituto Impacto é uma organização que atua com onças-pintadas no Pantanal.
O Governo do Brasil também apresentou o sucesso dos Programas de Monitoramento de Praias (PMPs) . Esses programas utilizam espécies migratórias como sentinelas e são capazes de detectar precocemente ameaças como o vírus da influenza (gripe), o que permite respostas rápidas das autoridades.
“A Saúde Única depende, portanto, do fortalecimento da cooperação global e regional, que precisa enfrentar fatores determinantes e identificar partes interessadas na tomada de decisão”, destacou a conselheira nomeada pela COP para a Saúde da Vida Selvagem, Ruth Cromie.

Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Nacional

Governo do Brasil institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga

11 de junho de 2026
Nacional

Projeto do Instituto Vini Jr está entre os 240 aprovados para benefícios da Lei Rouanet

11 de junho de 2026
Nacional

TriboGirls inicia nova turma no Inmetro e aproxima meninas da pesquisa científica

11 de junho de 2026
Nacional

PRF prende homem por queimada ilegal às margens da BR-153 no Tocantins

11 de junho de 2026
Nacional

Ministro explica que orçamento público para combate a incêndios será mais ágil

11 de junho de 2026
Nacional

Brasil está preparado, afirma ministro João Paulo Capobianco sobre combate ao fenômeno El Niño

11 de junho de 2026