Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Informe Aracaju
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Informe AracajuInforme Aracaju
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Sergipe

Quem manda na política de Sergipe: os clãs que atravessam gerações no estado

12 de março de 2026
Compartilhar

Quem manda na política do estado: os clãs que atravessam gerações no estado e definem as eleições em SergipeFoto: Reprodução/ND MaisOs clãs políticos tradicionais de Sergipe continuam a exercer influência decisiva sobre o jogo eleitoral, estruturando votos, controlando prefeituras e ocupando mandatos legislativos por meio de redes familiares consolidadas, muitas vezes associadas a poder econômico, controle territorial e alianças partidárias duradouras.Dados das eleições de 2022 revelam que seis dos oito deputados federais eleitos no estado possuíam vínculos diretos com agrupamentos familiares, enquanto, na Assembleia Legislativa, ao menos metade dos 24 deputados estaduais mantêm relações de parentesco ou pertencem a dinastias políticas locais.Famílias como Franco, Amorim, Reis/Ribeiro, Moura, Valadares, Mitidieri e o grupo liderado por Valmir de Francisquinho exemplificam a persistência dessas estruturas. Ainda que enfrentem hoje fragmentação partidária, maior exposição pública e a emergência de candidaturas digitais, esses grupos seguem centrais na definição de alianças, no controle de bases municipais e na transferência de capital político entre gerações. Receba no WhatsApp as principais notícias de política e economia Entre no grupoA família Franco, no poder desde 1940A família Franco exerce poder desde os anos 1940 em Sergipe, combinando terras, empresas e cargos públicos em uma rede que atravessa gerações. Walter do Prado Franco foi senador (1946-1955) e abriu caminho para Albano Franco, governador e senador, além de prefeitos em Siriri e Riachuelo. Em 2010, três Franco ocupavam mandatos simultâneos: Walter (prefeito de Siriri), Antônio Carlos (Riachuelo) e Celinha (deputada estadual).Uma pesquisa da UFS revela que, apesar de não ocupar mandatos no momento, os Franco controlam 19,4% das terras de Riachuelo e atuam em indústria, comércio e mídia, influenciando decisões judiciais e governamentais. Historiadores como Bruno Vieira destacam origens escravocratas, com a família como “mais tradicional força oligárquica” do estado, sustentando poder além das urnas.Inclusive, a TV Atalaia, uma das maiores emissoras do estado, foi fundada por Augusto Franco e se consolidou como a primeira emissora de televisão de Sergipe. Seus sucessores foram o CEO e co-fundador Walter do Prado Franco e, atualmente, o Superintendente Augusto do Prado Franco Neto.Amorim: oposição conservadora nacionalizada Eduardo Amorim (PSDB) é pré-candidato ao Senado nas eleições em SergipeFoto: Senado/Reprodução/ND MaisEduardo Amorim emergiu como referência conservadora, liderando o “Ranking do Progresso”, da Revista Veja, em 2014,  como melhor parlamentar do Brasil por pautas de transparência e incentivos ao Nordeste. Sua base se opôs aos governos MDB-PT, articulando com João Alves Filho e empresariado. Ele migrou para o bolsonarismo em 2018-2022. Atualmente, ele tentará disputar uma das duas vagas disponíveis ao Senado Federal.Reis/Ribeiro e Moura: elites regionais em ascensãoAs famílias Reis e Ribeiro dominam Lagarto e o entorno: Hilda Ribeiro (prefeita), Gustinho Ribeiro (deputado federal) e aliados em câmaras municipais formam capilaridade. Deputado Federal Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE) figura conhecida nas eleições em SergipeFoto: Senado/Reprodução/ND MaisOs Moura exemplificam renovação familiar: André Moura (pré-candidato ao Senado) e Yandra Moura (deputada federal desde 2022), são apoiados por 22 prefeitos e 30 vices em 75 municípios, por conta do União Brasil. Essa estrutura garantiu 62,5% de renovação nominal nas federais de 2022, mas sem romper a lógica de pessoas com esses vínculos familiares.Valmir de Francisquinho: ascensão em ItabaianaValmir construiu clã em Simão Dias e Itabaiana: cinco vezes vereador, prefeito em 2012 (53,59%) e 2016 (65,3% – maior proporcional do estado). Em 2018, elegeu o filho Tallysson (deputado estadual); em 2022, Ícaro de Valmir (deputado federal) e Marcos Oliveira (deputado estadual), apesar de cassações.Em 2022, tentou ser governador de Sergipe e apresentava um bom desempenho nos números; era líder com 48% contra 20% de Mitidieri, antes da inelegibilidade. Vinculado ao PL até o final de 2025, Valmir saiu do partido e atualmente, ‘e  vice-presidente da sigla, ao lado da prefeita de Aracaju, Emilia Correa e do delegado André David.Familia Mitidieri e o governo do EstadoA trajetória política da família Mitidieri em Sergipe está diretamente associada ao Legislativo estadual e, mais recentemente, ao controle do Poder Executivo, o que a posiciona como um dos grupos familiares mais estratégicos da política contemporânea sergipana. Diferentemente de clãs mais antigos, cuja força se estruturou a partir do controle econômico e territorial, os Mitidieri construíram seu capital político sobretudo por meio da ocupação institucional contínua e da articulação partidária. Luiz Mitidieri consolidou uma base política para eleições em SergipeFoto: Alese/Reprodução/ND MaisO núcleo fundador do grupo tem como principal referência Luiz Mitidieri, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Durante sua atuação parlamentar, Luiz Mitidieri consolidou uma base política sustentada pelo diálogo com prefeitos, lideranças do interior e pela presença constante nos bastidores do poder legislativo. Sua passagem pela presidência da Alese foi decisiva para inserir o sobrenome Mitidieri no centro das articulações políticas estaduais, criando as condições para a continuidade familiar na política.Outro nome relevante dessa geração é Cláudio Mitidieri, que também exerceu mandato como deputado estadual. Com atuação mais discreta e menos midiática, Cláudio cumpriu um papel importante de sustentação política do grupo, contribuindo para a consolidação do sobrenome no Legislativo e para a manutenção de relações institucionais e eleitorais ao longo do tempo.A terceira geração ganha projeção com Fábio Mitidieri, que iniciou sua carreira política também como deputado estadual, ocupando cargos estratégicos na Mesa Diretora da Alese e consolidando-se como liderança do PSD em Sergipe. Ao longo dos mandatos legislativos, Fábio ampliou sua capilaridade municipal, construiu alianças partidárias e fortaleceu o vínculo com prefeitos e lideranças regionais. A eleição ao governo do estado, em 2022, representa uma mudança qualitativa na posição da família: os Mitidieri deixam de ser um clã predominantemente legislativo e passam a controlar diretamente o Executivo estadual.Família Valadares: tradição e novas estratégias nas eleições em SergipeA família Valadares possui uma longa história na política sergipana, combinando tradição política com adaptações às dinâmicas contemporâneas de disputa e mobilização. No centro desse grupo está Rodrigo Valadares, cuja trajetória pessoal sintetiza tanto a continuidade de um legado familiar quanto uma tentativa de reinventá-lo para o cenário atual. Nascido em Aracaju em 6 de agosto de 1989, Rodrigo é filho de Pedro Almeida Valadares Neto e Simone Chrystine Santana Valadares e carrega um sobrenome já conhecido no meio político estadual.O avô político de Rodrigo foi Pedrinho Valadares, ex-deputado federal com atuação significativa em Sergipe, cuja morte em um acidente aéreo em 2014 marcou uma inflexão na trajetória do grupo. Parte da família Valadares é representada por Antônio Carlos Valadares, figura histórica da política local, ex-governador de Sergipe, deputado federal e senador desde 1995, e pai de Valadares Filho, que ocupou cadeira na Câmara por vários mandatos até 2019.Rodrigo iniciou sua carreira como deputado estadual, eleito pela primeira vez em 2018 com 15.221 votos, ocupando uma cadeira na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e assumindo também a presidência estadual do PTB. Em 2020, disputou a Prefeitura de Aracaju pelo PTB, ficando em terceiro lugar com cerca de 28,6 mil votos. Rodrigo Valadares, deputado federal (União-SE), é peça que estará nas eleições em SergipeFoto: Câmara dos Deputados/Reprodução/ND MaisEm 2022, Rodrigo deu um salto na carreira ao ser eleito deputado federal, desta vez pelo União Brasil, com 49.696 votos, consolidando sua presença em Brasília e expandindo a influência familiar para o plano nacional. Em 2026, tentará uma cadeira no senado federal, sendo um grande apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.2022: clãs no centro do segundo turno nas eleições em SergipeRogério Carvalho (PT) teve 44,7% no 1º turno (338.796 votos), Fábio Mitidieri (PSD) 38,91% (294.936) e Alessandro Vieira (PSDB) 10,88% (82.495), forçando 2º turno entre Rogério e Fábio. Mitidieri venceu com 51,70% (623.851) contra 48,30% (582.940), beneficiado pelo vácuo de Valmir e alianças com bases familiares. O PSD é um dos partidos, ao lado do União Brasil, com o maior número de prefeituras no estado, o que pode influenciar as eleições de 2026.

Assuntos Capa
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Sergipe

Rompimento de adutora afeta abastecimento em 11 cidades do Sertão de Sergipe

7 de abril de 2026
Sergipe

Governo de Sergipe divulga 730 vagas de emprego disponíveis; Confira

7 de abril de 2026

Fórum em Sergipe discute caminhos para ampliar economia criativa

7 de abril de 2026
Sergipe

Sergipe lança chamamento público para o Ciclo Junino 2026

6 de abril de 2026

Sergipe vai abrir mais 30 leitos de UTI pediátrica na rede pública

6 de abril de 2026
Sergipe

Falta de água em 11 cidades de Sergipe: adutora rompe em Porto da Folha

6 de abril de 2026