Projeto Mantas do Brasil alerta para crime ambiental da pesca ilegal de raia protegida svg {
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]]> Letícia Schabiuk, coordenadora executiva do Projeto Mantas do Brasil, explicou que o animal tem crescimento extremamente lento e baixa taxa de reprodução. Por isso, sua pesca gera um grave prejuízo para o equilíbrio marinho. “A fêmea atinge maturidade sexual com 15 anos e tem, mais ou menos, um filhote a cada cinco anos. Na melhor das hipóteses, morre com 40 anos. Então imagine quantos animais existem: são pouquíssimos”, afirmou. Ainda segundo a especialista, a pesca de raias-manta prejudica diretamente as comunidades pesqueiras. “Ela regula a qualidade do ambiente e, consequentemente, a disponibilidade de peixes e de outros produtos dos quais os pescadores dependem para consumo”, disse. 1 de 1
Raia-manta capturada em Sergipe — Foto: Reprodução Raia-manta capturada em Sergipe — Foto: Reprodução Proteção legal desde 2013 Em 2013, o governo brasileiro proibiu a pesca de raias-manta da família Mobulidae em todo o país. A Instrução Normativa Interministerial nº 2 estabelece que essas espécies não podem: ser retidas a bordo de embarcações, transbordadas (transferência direta de carga de um meio de transporte para outro), desembarcadas, armazenadas, transportadas ou comercializadas, incluindo produtos e subprodutos do animal em águas protegidas pelo Brasil. Raias-manta não representam perigo Paula Romano, coordenadora do Projeto Mantas do Brasil, reforça que os animais são inofensivos. “Elas não têm ferrão. O único risco é por causa do tamanho, que pode causar um hematoma, mas elas não possuem dentes e não dão choque”, esclareceu.