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‘Reduzir escala de trabalho é garantir direito para aqueles em situações mais precárias’, diz Rachel Barros

7 de maio de 2026
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Ministra da Igualdade Racial destacou que a atual escala 6×1 afeta majoritariamente a população negra brasileiraA ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, avaliou nesta quinta-feira (7/5), o fim da escala de trabalho 6×1 como uma medida igualitária para a população brasileira. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, ela lembrou que, devido ao racismo estrutural no país, a população negra acaba sendo mais afetada por ocupações precárias.

A gente sabe que é a juventude negra que está nos serviços de aplicativos, que é a população negra majoritariamente que está no comércio, que são as ocupações que adentram o final de semana. Então reduzir a escala de trabalho é garantir direito para a família brasileira e, principalmente, para aqueles que estão em situações mais precárias de trabalho, porque serão os mais beneficiados”, disse a ministra

A redução da escala 6×1 prevê que o trabalhador brasileiro passe a ter cinco dias de trabalho por dois dias de descanso, sem redução de salário. Com isso, é possível que a população tenha mais tempo de lazer e convívio familiar, com reflexos na qualidade de vida e saúde mental.
“Essa é uma prioridade muito importante do Governo do Brasil e o Ministério da Igualdade Racial está acompanhando todo esse processo de tramitação, porque a gente sabe que a população negra é a maioria dessa população do país”, completou.
Casa da Igualdade Racial
Rachel Barros também detalhou o processo de implementação das Casas da Igualdade Racial no país. Os espaços são destinados ao acolhimento de vítimas de racismo e à promoção de direitos da população negra e de comunidades tradicionais.

Esse espaço promove a igualdade racial através de atendimento qualificado para a população negra, então nós temos serviços de atendimento psicológico, jurídico, social, mas também essa casa se propõe a ser um espaço para a promoção de inclusão produtiva e cultural também”, destacou

A Casa promove atividades permanentes de valorização da história e da cultura afro-brasileira, como oficinas, rodas de conversa e ações educativas. A iniciativa começou a ganhar forma com a abertura da primeira unidade no Rio de Janeiro, em março de 2026. Desde então, outras duas Casas foram inauguradas: em Fortaleza (CE) e Pelotas (RS). Segundo a ministra, a implementação é realizada de acordo com o interesse dos municípios. Nesta primeira fase, ainda serão lançadas mais três unidades: em Salvador (BA), Itabira (MG) e Contagem (MG).
“Nós esperamos que seja um espaço ocupado por toda a população do seu entorno. Para isso, nós temos agentes de comunicação e de mobilização atuando para que a casa seja, de fato, um equipamento de referência para construirmos essa rede de promoção da igualdade racial em todo o país”, enfatizou Rachel Barros.

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